sábado, 31 de maio de 2008
terça-feira, 27 de maio de 2008
ANA K
Para lá chegar há que transpor o Canal de Tavira através da ponte pedonal flutuante, na orla das Pedras d'El Rei e depois, percorrer o passadiço até às antigas instalações da pesca do atum -- adaptadas ao comércio, restauração e esplanadas -- ou embarcar nas carruagens abertas puxadas por uma locomotiva a diesel disfarçada de máquina a vapor.

O casal que está sentado nestas cadeiras é um dos mais famosos da Europa.
Quando jogaram "ao ringue" não deixei de reparar no cinto acetinado dela a acentuar a elegância, a harmonia e proporção do corpo. O dele é atlético, altivo, de uma compleição trabalhada. Um corpo talhado para uma patente militar.

Pergunto: os afectos previnem as cãibras?
sexta-feira, 23 de maio de 2008
«MÃO»
segunda-feira, 19 de maio de 2008
Lisboa, Rua do Alecrim

quinta-feira, 15 de maio de 2008
«O MAL DE MONTANO»

In:
«O MAL DE MONTANO»
Enrique Vila-Matas
Ed. Teorema
segunda-feira, 12 de maio de 2008
«O TRINCA-FORTES»
António Botelho
Pode um desejo imenso
Arder no peito tanto
Que à branda e à viva alma o fogo intenso
Lhe gaste as nódoas do terreno manto,
E purifique em tanta alteza o espírito
Com olhos imortais,
Que faz que leia mais do que vê escrito.»
Luís Vaz de Camões
Ao jantar a Celeste preparou uma ementa irresistível. Não me cansei de elogiar. Modestamente «Não exageres!» Era verdade. A única coisa que esteve ao meu alcance foi ter ido à loja de vinhos fazer uma escolha adequada. Resultou. «Que te pareceu o vinho, Celeste?» -- «Uma delicia, Carlos! -- Não pesa na cabeça. Um veludo!» «Ainda bem!» Pensei. A conversa evoluiu naturalmente até chegar a comparação do quotidiano de Lisboa e do Ribatejo. Ambos concordámos que é muito diferente estar aqui em Constância e ir a Lisboa sempre que se quiser. A Celeste acrescentou «Não perco um fim-de-semana aqui. Constância enche-se de gente nova que aqui vem para petiscar, palpitar por Camões sem saber que "O TRINCA-FORTES" era ele...» Eu «Alguns, sabe-lo-ão!» Ela «Poucos, presumo!» Efusiva «...Constância enche-se. Há movimento. Alegria. Emoção. A canoagem movimenta gente como nunca vi. É bom ver a juventude a praticar desporto. Não achas?!» -- «Claro que acho bem. Mesmo não parecendo, são meninos para recitar um soneto às namoradas e derretê-las! -- Não é por acaso que aquele restaurante se chama "PEZINHO NO RIO"» Concordante «Mas tens dúvidas?!» Mudando o tom «Acreditas que eu, em Lisboa, me aborreço deveras? Ao pé de minha casa houve um coreto. Removeram-no. No lugar instalaram um quiosque. Agora nem isso funciona. Vivo numa zona tão soturna que nem os gatos miam ou os cães ladram. Até parece que alento o poema de Cesário Verde...» A Celeste empolgada «Nas nossas ruas, ao anoitecer,/ Há tal soturnidade, há tal melancolia,/ Que as sombras, o bulício, o Tejo, a maresia/ Despertam um desejo absurdo de sofrer. (...)//» Eu «Acreditas, Celeste, que até as luzes da praça enfraquecem? -- A praça desaparece. Um desamparo total!» A Celeste a olhar para mim, muito séria «Verdade?» Eu, cabisbaixo «Sim!» Espontânea «Que tal passares mais tempo comigo, aqui em Constância?» Beijei-a.
§
Quando o Bruno ouviu a voz do avô deslumbrou-se. «Olá, 'vô! 'Tás aonde?» Alegre «Em Constância! -- Tudo corre bem. Diz aos teus pais e à tia Matilde que estamos bem.» Eu «Estamos... Estás com quem, 'vô?» Pausa «Estou com a Celeste. Uma amiga, Bruno.» Eu «Ah, bem! Ok, 'vô!!» Ele, entusiasta «Há aqui um clube de canoagem. Queres vir até cá?» Eu resignando «Tive nega a matemática, 'vô. Ainda não disse aos meus pais.» Peremptório «Promete-lhes que vais estudar para passar. Deixar-te-ão vir. Vou buscar-te ao Entroncamento. Diz-lhes que eu também tenho uma surpresa para eles. Valeu!» Desligou.
sexta-feira, 9 de maio de 2008
A minha casa
Pratiquei a transumância e cansei-me.
A minha casa!
É acolhedora.
Nela, sinto-me feliz!
Para si,Vitrúvio(*), um abraço!
terça-feira, 6 de maio de 2008
A Casa...
«Guarda tu agora o que eu, subitamente, perdi
talvez para sempre -- a casa e o cheiro dos livros,
a suave respiração do tempo, palavras, a verdade,
camas desfeitas algures pela manhã,
o abrigo de um corpo agitado no seu sono. Guarda-o
(...)»
Fonte:
«A CASA E O CHEIRO DOS LIVROS»
Maria do Rosário Pedreira
Ed. GÓTICA
quinta-feira, 1 de maio de 2008
Vê o que ouso


No controlo das entradas, a jovem foi irredutível. «Picnic, nem pensar!» Mudámos as sandes e as latas de sumos para a mochila e resignámo-nos a sentar na relva sob a protecção do Palácio à nossa rectaguarda.